segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010








DIA 25/02, 18H

ATO em frente ao
consulado haitiano
Av. Paulista, 1499

...E no domingo, dia 28/02

às 14h, Ato-debate com

. Prof. Dr. Adilson José Gonçalves
(Comitê Pró-Haiti)

Mara Onijá
(Pão e Rosas e LER-QI)

. Milton Barbosa
(MNU - Movimento Negro Unificado)

. Prof. Dr. Omar Ribeiro Thomaz
(Professor da Unicamp que estava
no Haiti no dia do terremoto)

. Otávio Calegari
(PSTU, estudante da Unicamp que
estava no Haiti no dia do terremoto)

. Pablito (Trabalhador da USP e dirigente da LER-QI)

às 18h, Jornada cultural com

Ballet Afro Koteban

Conde Favela

Mara Onijá

QI Alforria

Zinho Trindade

na Casa Socialista Karl Marx
Praça Américo Jacomino, 49
em frente ao metrô Vila Madalena

Contribua na entrada com
R$ 5,00 para enviar ao Haiti.

Organização:
LER-QI, APP e Pão e Rosas

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Participe das outras atividades da campanha!!!

Dia 24/02, 19h30
Debate sobre o Haiti com:
Lúcia Skromov (Comitê Pró Haiti)
Mara Onijá (Pão e Rosas/LER-QI)
Reina Lucia (Movimento Negro Unificado)
Zé Maria (PSTU)
Local: Auditório da Fafil (Pinicão)
Fundação Santo André

Dia 25/02, 11h
Debate sobre o Haiti com:
Mara Onijá (Pão e Rosas e LER-QI)
Outros convidados a confirmar
Local:
Prédio das letras USP

Dia 27/02, 17h
Festival de Bandas pela retirada das tropas brasileiras do Haiti
Local: Casa Socialista do ABC
Av. Príncipe de Gales, 527 -
Santo André

Dia 26/02, 14h
Debate sobre Haiti com:
Mara Onijá (Pão e Rosas e LER-QI)
Otavio Calegari (militante do PSTU e estudantes da Unicamp que esteve no Haiti) - a confirmar
Local:
Unesp - campus São José do Rio Preto

Dia 02/03, 19h
Debate sobre o Haiti com:
Mara Onijá (Pão e Rosas e LER-QI)
Erson (APROPUC)
Representante da Conlutas - a confirmar
Local:
PUC-SP

Dia 03/03, 16h
Ato convocado pelo comitê de Solidariedade ao Haiti de Campinas.
Local: Catedral -
Campinas

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Um mês do terremoto no Haiti: o grupo de mulheres Pão e Rosas não se esquece!

Na última semana, nós do Pão e Rosas saímos às ruas para deixar nas paredes de Santo André, Campinas e Araraquara nossos cartazes em solidariedade às mulheres e ao povo haitiano. Na sexta feira, dia 12/02, completou-se um mês do terremoto no Haiti, uma catástrofe natural com conseqüências ainda mais brutais pelo fato de ser o Haiti uma semicolônia há séculos oprimida por países como França e Estados Unidos.

Mara Onijá, do Pão e Rosas ABC, declarou que "esses cartazes têm por objetivo alertar os trabalhadores e a população do ABC de que as tropas brasileiras, que estão no Haiti há quase seis anos, ao contrário de ajudar o povo haitiano, comprem o papel de reprimir e garantir a ´ordem´ desejada pelo imperialismo".

Rita Frau, do Pão e Rosas Campinas, lembrou que "a campanha Somos as negras do Haiti coloca-se ao lado de cada mulher haitiana que perdeu seus filhos e parentes no terremoto, enquanto as tropas salvavam os hóspedes dos hotéis de luxo. Estamos aqui pelas mulheres e meninas negras que são estupradas por essas mesmas tropas, enquanto o governo Lula faz demagogia com essa história de missão de paz e ajuda humanitária".

Ane Fernandes, do Pão e Rosas Araraquara sobre 1 mês do terremoto no Haiti diz que "A cada semana que passa, não só do terremoto, mas desde a entrada das tropas brasileiras no Haiti, se mostra cada vez mais necessário a mobilização e organização contra a opressão de mulheres, negros e negras, trabalhadores e trabalhadoras, pois essa grande demagogia de envio de tropas não resulta em nenhuma salvação de nenhum povo, só em assassinato, estupro e exploração. Os cartazes são uma forma de atingir a classe trabalhadora para se levantar e dizer Chega! Fora as tropas dos EUA e da ONU do Haiti! Fora as tropas brasileiras enviadas por Lula que comandam a MINUSTAH!

Leve a campanha Somos as negras do Haiti para sua escola, trabalho, faculdade, bairro. Entre em contato conosco: paoerosasbr@gmail.com

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Depois do terremoto recente no Haiti, as tropas norte-americanas, junto com as tropas da Minustah/ONU comandadas pelo Brasil, estão a serviço de garantir a “reconstrução” do Haiti, que garantirá imensos lucros à burguesia internacional. Para isso, o plano é estender por anos a permanência das tropas, que terão que ficar no país para que os “bárbaros” e “selvagens” haitianos sejam “civilizados”.
Os EUA, a ONU e o Brasil aproveitam a catástrofe ocorrida para enviar mais tropas para reprimir o povo haitiano e para garantir uma maior espoliação do país. Não podemos nos enganar com a falácia da ONU e do imperialismo de “ajuda humanitária”, eles só estão preocupados em garantir seus lucros. Também não podemos crer no governo Lula de que o exército brasileiro está cumprindo uma “missão de paz”. Há quase seis anos, a repressão é o papel que cumprem as tropas da Minustah comandadas pelo exército brasileiro, o mesmo que torturou e assassinou os trabalhadores e o povo durante a ditadura militar brasileira.
O povo haitiano precisa de remédios, de comida, de água e não de repressão. Relatos recentes de
organizações de direitos humanos e militantes que estiveram no Haiti mostram como os haitianos podem tomar em suas próprias mãos a distribuição da ajuda enviada, dos alimentos e remédios, e onde eles estão fazendo isso a ajuda está chegando muito mais do que pelas mãos dos soldados de qualquer exército. Como podemos depositar alguma confiança no imperialismo norte-americano, o mesmo que impediu centenas de médicos e outros voluntários de entrar no país. Não temos nenhuma confiança nos governos, nos exércitos e na ONU para distribuir a ajuda enviada, só as organizações operárias e populares do Haiti podem garantir a distribuição de
forma justa.
Ainda mais revoltante foi ver a declaração do Cônsul haitiano no Brasil, que despudoradamente expressou todo o racismo da burguesia imperialista e seus governos servis, dizendo que "A desgraça de lá (Haiti) está sendo uma boa para a gente aqui ficar conhecido (...) Aquele povo africano acho que de tanto mexer com macumba, não sei o que á aquilo (...) O africano em si tem maldição. Todo lugar em que tem africano tá fodido". Por tudo isso, fizemos a convocação
de um ato em frente ao consulado haitiano que se realizou no dia ... de janeiro e estamos organizando atividades em todos os lugares onde estamos.
Nós, trabalhadores e jovens do mundo todo, em especial do Brasil, já que o governo Lula vem cumprindo um papel nefasto na ocupação do país, temos que nos solidarizar ativamente com o povo haitiano, fazer todos os esforços para ajudar concretamente e materialmente , mas sempre pensando em como vamos ajudar o povo haitiano a se livrar da histórica opressão imperialista e a decidir os rumos das suas vidas e de seu país, a exemplo da própria revolução haitiana que, a
partir do levante dos negros escravizados, alcançou a independência do país e o fim da escravidão, no início do século XIX .
Por isso, nós, trabalhadores e jovens da LER-QI, temos impulsionado, na medida de nossas forças, uma campanha chamando a solidariedade operária e popular ao povo haitiano. Queremos reforçar o chamado a todas as organizações políticas, organizações de direitos humanos, estudantes e trabalhadores a somarem esforços nessa campanha.
Infelizmente até agora pouco foi feito para concretizar a campanha em solidariedade ao povo haitiano. A Frente Nacional de Solidariedade ao Haiti montada em São Paulo, até agora se reuniu apenas uma vez e marcou um ato somente para 21 de março. Isso é uma demonstração de que essa Frente não pode levar a cabo uma campanha séria de solidariedade, se ficar à reboque de organizações como o PT e a CUT, que estão comprometidos com a defesa do governo Lula e que nunca serão conseqüentes com uma campanha que denuncie o papel das tropas brasileiras que o próprio Lula mantém no Haiti há vários anos. Por isso, chamamos os setores classistas e combativos, em especial a Conlutas e o PSTU, que estão dispostos a fazer uma campanha que denuncie o papel do governo Lula e suas tropas, do imperialismo e da burguesia branca e racista, a tomar como tarefa nesse momento construir um grande ato no dia 25/02, data da provável visita de Lula ao Haiti.
SE CONCORDA COM NOSSO CHAMADO AJUDE (Copie estas imagens frente e verso do panfleto-cartaz imprima e distribua):

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Esclarecimentos sobre o caráter e a função do pedágio-ato


Com esse texto, nós, membros das entidades estudantis (DAF, CA’s, Atlética e Comissão de Moradia) e demais estudantes da Comissão de Recepção dos Calouros de 2010, pretendemos explicar aos demais estudantes do IBILCE algumas “modificações” que irão acontecer este ano na Semana de Recepção, principalmente relacionado ao Pedágio.

Em primeiro, explicaremos que o pedágio, não será, dessa vez, apenas uma forma de se arrecadar dinheiro para executarmos a semana e a Chopada. Mas por que isso?

Grande parte se deve ao fato da maioria de nós não concordarmos com a finalidade dada ao dinheiro arrecadado da população, que geralmente acaba virando cerveja. Com a intenção de mudar essa mentalidade, organizamos neste ano de 2010, o primeiro pedágio-ato.

O pedágio-ato desse ano será uma forma política de demonstrar nossa solidariedade com a população do Haiti e nossa indignação pelo que vem ocorrendo no país mais pobre das Américas, principalmente após a sua ocupação militar pelas forças da ONU em 2004 e mais ainda agora, depois do forte terremoto e da rápida resposta armada dada pelos países como França, Estados Unidos e Brasil em oposição a uma ajuda humanitária de fato.

O Haiti, por ter sido o primeiro país a se tornar independente na América, e ainda por cima com uma revolução de parte escravista, vem sofrendo, no decorrer de toda sua história, o abuso de países mais ricos que só veem em sua população mão-de-obra barata e que, por meio de ocupações e ditaduras militares apoiadas por esses países desde 1925, o tornaram um território enormemente pobre, que serve somente para ser explorado pelos interesses das grandes multinacionais.

Para que isso ocorresse de forma facilitada, em 29 de fevereiro de 2004, soldados americanos se aproveitaram do início de uma revolta popular para retirar o então presidente haitiano Jean-Bertrand Aristide (que não servia mais aos interesses norte-americanos) , contra a sua vontade, do país e consequentemente do poder.

Nisso, a população se revoltou com a ingerência imperialista em seu país e exigiu o retorno de Aristide ao Haiti. O presidente de fato, colocado no poder por meio do golpe norte-americano, temendo o pior, pediu imediatamente ajuda as Nações Unidas, que de imediato enviou a Força Multinacional Interina, chefiada pelo Brasil.

Ainda em 2004, o Conselho de Segurança da ONU considerou o país mais pobre das Américas como uma ameaça para a paz internacional, e com isso criou a Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (MINUSTAH), que contava com soldados de vários países, entre eles o Brasil, que os comandava.

O homem escolhido para liderar a MINUSTAH foi o General Augusto Heleno Ribeiro Pereira, que ao se retirar do poder disse:

“Desculpas inconsistentes continuam adiando providências urgentes no campo econômico e social, obrigando os militares a realizar ações humanitárias que fogem a sua alçada. Deixei o Haiti convicto de que somente a geração maciça de postos de trabalho melhorará as condições de vida e criará uma esperança de futuro para os jovens haitianos. Exigir uma segurança impecável para aplicar recursos quando 80% da força de trabalho não possui emprego formal e 70% do povo sobrevive miseravelmente com uma refeição diária soa utópico e até mesmo cruel.” (grifos nossos)

Nas palavras de Pereira fica claro que o papel das tropas no país é garantir a “segurança impecável para aplicar recursos” e, ainda de acordo com ele, que ações humanitárias “fogem da alçada” das tropas, que se vêem, às vezes, obrigadas a realizar. E é por esse e outros motivos que queremos demonstrar a nossa repulsa com a permanência de soldados dos EUA e da ONU, principalmente os brasileiros, em solo haitiano.

O Brasil, ciente há anos da condição precária da população haitiana, esperou pela ocorrência de uma tragédia como a do último 12 de janeiro, para enfim tentar justificar a presença militar no país com o discurso de força humanitária.

Porém, com o exército brasileiro em terras haitianas há quase 6 anos, o máximo que eles fizeram para mudar a situação foi prover segurança para que grande empresas multinacionais, como a Wrangler e a Levis pudessem investir seu capital no país em troca de mão-de-obra semi-escrava (o salário-mínimo é de menos de 50 dólares por mês, os trabalhadores não possuem direitos trabalhistas e as jornadas de trabalho chegam a ultrapassar 14 horas/diárias)

Por esses motivos acima apresentados, demonstramos que neste ano de 2010 o nosso tradicional pedágio terá uma profundidade maior do que as edições anteriores. Pretendemos, com ele, não somente arrecadar dinheiro para uma doação humanitária, mas para além, demonstrar que estamos cientes do que acontece no mundo inteiro, e que não estamos fechados numa realidade apenas nossa.

E estando cientes do que ocorreu e vem ocorrendo no Haiti, iremos às ruas no dia 25/02 a partir das 14:00, nos principais pontos da cidade, manifestar nosso repúdio à presença das tropas militares no Haiti, exigindo o retorno das tropas brasileiras, o envio de médicos e enfermeiros, o perdão da dívida externa do Haiti e arrecadando dinheiro na forma de pedágio para doarmos a uma organização popular, para que o povo haitiano e os trabalhadores controlem os recursos recebidos.

E para isso ocorrer da melhor forma possível, esperamos contar com o apoio de todos os alunos, sejam calouros, sejam veteranos, do câmpus para promover o ato com sucesso.

Estudantes e entidades da Comissão de Recepção dos Calouros de 2010